terça-feira, 16 de junho de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
DE QUATRO…
Fiquei sem defesas
Foi uma safadeza
Rendi-me fui escrava
De suas proezas…
Pegou-me de um jeito… Displicente!
Tão sozinha carente… Ele foi
inteligente
Como quem sabe dos segredos
da gente
Fazendo surpresas!
E eu fiquei assim… De
quatro, por ele
Armadilhas que às vezes o
destino faz com sábia intenção
Ah! O amor tem seus lances de
nos por à provas
Com suas indecisões...
Arrasou-me, feriu-me, deixou-me sangrando
Aprendi o amargo doce da
espera
A me entregar iludida por
migalhas de afagos
Por segundos de carinhos… E desejos de afeição
Somente quem ama sabe disso
com perfeição
O tempo foi o meu companheiro
Fui chorar baixinho no colo
da solidão.
Um dia sem mais nem menos um
novo olhar
Veio curar as feridas do meu coração
Hoje, estou sorrindo à toa
Estou feliz, to na boa
É… ele virou a mesa, com
certeza, intencional
Sua sapiência abranda os
males da vida
É a doze… a medida…
O
remédio que faz bem… Cura-nos do mal
Que nem a ciência explica
Absoluto, essencial,
fortifica
O nosso lado vital!
(Poesia que inspirou o cantor Carlinhos Santos a fazer 2 músicas em parceria comigo e está no DVD de trabalho deste músico.)
Declaração de amor
O que é isso que me leva a
ruína?
Parece até uma sina esse
desmedido apego
Estapafúrdio sentimento
arrebatando impulsos…
Desafiando meus segredos…
Impetuoso calafrio de suores
noturnos
Que me abate febre de
pneumonia corrosiva
A se instalar em meus
sentidos sem pedir licença…
O que é isso que me abala?
Que se apossa tipo cárie
dolorida
Incisiva presença!
Pedregulho que vem
atravessando meu caminho
Tal qual catarro brilhando
sozinho no meio da rua
Insistente trambolho
intimidando-me a ceder em volúpias
Despindo-me de tudo: eu
ficando nua
A sua estupidez aparência num ar de
petulância e arrogância
Vem e tira-me do sério nesse
jogo pueril
O que é isso?
Que me deixa nessa corda
bamba
Com seu perfil de malandro
de escola de samba
A sorrir fazendo de tudo pra
chamar a atenção
E nem olha pro próprio umbigo
Furacão dando rasteira
Pra que eu caia neste abismo
de sedução!
E quando vem acenando-me
gentil
Vou entrando em
parafuso
E fico em seu encalço feito
olhar de ratazana
A procura do
filhote fugidio!
O que é isso?
Que me deixa assanhada me
tira o sono da madrugada
Quando me acordo engasgada
Entre vômitos de orgasmos
quentes
Entrelaçada em sua corrente
de sonhos e ternura!
E vai cada vez mais me
levando à loucura
Frieira que não tem cura pra
essa dor latente
O que é isso?
Que
quando vejo o mundo que antes era
mesquinho
Transforma-se em luz e
encantamento
Revelando-me por dentro
Coisas que eu nem sabia…
O que é isso?
Sensação prazerosa mordida
Sensação prazerosa mordida
A deixar marcas na carne
ostensivas
Penetrando alma adentro
E que não tem medida
Quando meu olhar toca o seu
Numa alegria bandida!
O que é isso meu bem, me
diga?
sexta-feira, 5 de junho de 2015
A MINHA ÁFRICA
A minha áfrica esta no chão em que piso de minha terra nascente
Onde há um espaço genuíno e carnavalesco de gente
bamba
A minha áfrica está dentro da minha escola de samba
E começa pela batida do rufar do sopapo, do repique
e dos tamborins.
Ela reascende a luminosidade colorida do verde e
branco de seu estandarte
Em que o verde tem na sua cor o viço das relvas e
matas
E o branco a paz da arte que habita em mim
A minha áfrica está no compasso dos passistas e remelexos
A exibir seus adereços despidos de si, na moral de suas
fantasias.
A minha áfrica está no passo marcado do suingue do negro
Lá no meio da bateria, com suas fisionomias, suadas.
A pingar gotas salgadas de um brilho infinito de além-mar
Das braçadas ritmadas que transmitem o afã da
liberdade
Sincronizadas com os acordes de alegria de seu cantar
A minha áfrica está no olhar de Olorum sem medos
Está no grito sonoro do meu samba enredo,
Samba de quadra, samba exaltação.
No arrepio daquela procissão de alas em sintonia
Em plena avenida com suas evoluções
Como se ali fosse à sala de encontros na Senzala
Com o batuque cúmplice e coletivo de irmãos
A minha áfrica está na vestimenta diária, das batas, brincos de
argolas,
Colares de miçangas, dos espelhos e pinturas pra me
embelezar.
Dos alimentos, quitutes dos deliciosos quindins e
mungunzá.
Do gosto ardente da cachaça pra acalmar os lanhos
Dessa sofrida raça que está calejada de apanhar
Na luta sufocada visível e insistente a nos
discriminar
A minha áfrica é o dengo da pretinha, da sarará e da mulata.
Travestidas das entidades Oxum, Iemanjá e Iansã.
De nariz achatado, beiço avolumado.
Do banzo das cantigas, das benzeduras das mucamas e
cunhas.
A minha áfrica está nos seios fartos das amas de leite
A derramar o suco da vida com paixão, em cafunés de
deleite.
Num som de vozes maternas que acalentam a razão
A minha áfrica está nos ventres que abrigam
E despejam no mundo os filhos desta nação
A minha áfrica está na geografia estampada da minha cara
Que transpassa mistura e descendência dos meus
ancestrais e Oiás
A minha áfrica está na essência do destino de meus xacras
Ligadas de corpo e alma com a espiritual divindade
De meu Orixá!
SOLTA NO UNIVERSO
Renascer em dons poéticos
No êxtase de um contato
masculino
Sinto meu lado agressivo
Estonteante, um perigo.
Quero descobrir mistérios
No silêncio do teu corpo
Do sexo…
Fazer-te cumplicidade
Despir-me de liberdade
E romper com as desavenças
Com a alma e a consciência
Lúcida…
Repartir o espaço do meu tempo
No exato momento
Deste louco sentimento
Que em mim habita
E retribuir os meus segredos
Num gozo eterno
De quem ama a vida…
terça-feira, 21 de abril de 2015
RECOMEÇO...
Olá amigos! Depois de um período longo sem acessar o meu blog, em razão de outros afazeres que tomaram conta de meu tempo, estou voltando a ativa e espero que vocês curtam as minhas postagens. Abram alas que estou chegando com muita esperança a semear as palavras com carinho e amor nesta minha nova etapa. Abraços!!!
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