por Delma Gonçalves
Abelhas...
Beijo
Intimidade que aguça
A sublime astúcia
Das bocas
Feito abelhas no mel
Sugam fazendo piruetas
Não cansam
Dão cambalhotas no céu!
Fatias...
Filhos
Pedaços do coração
Se reparte feito migalhas
Um a Um
Fatias do mesmo pão
Mistério da vida que pulsa
No ato da concepção!
Conta-gotas...
Sobrevivi
A este insensato amor
Quando descobri
Minha fragilidade
Suicida
Em conta-gotas
Bebi o elixir da vida
Em prolongados goles
De saudade...
Carícias...
Malícia
Enfeitiça
Nobres pensamentos
Carícias
Prolongadas
Nos meus sentimentos...
Apartheid
Misturas de raças
Sublimes etnias
Corpos curvelíneos
Sensuais
Generosas tetas
Apartheid
Não mais escraviza
O suingue natural
Dessas pretas!
Procura...
Silueta
Alongada
Palidez
Sensitiva
À procura da vida
Perdida no caos
Dos sorrisos
Laconicamente
Infinitos!
Desafins...
Mãos asperas...Suaves...
Belos...Feios...
Sorrisos..Lágrimas...
Tristezas...Alegrias...
Sonhos...Pesadelos..
Contrários...Desencontrários
Melindres...Melindrários... Melindrando
Desafins...
O toque flácido dos inconstantes!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
HAICAI...
por Delma Gonçalves
Rima...
Poesia rima com alma?
Sim?! Não?!
Calma! Ela salva!!!
Paz...
Consciência essencialmente
Límpida.
Amor...
Afeição de almas
Sensitivas.
Esperança...
Sábia virtude
Utópicamente acessível.
Felicidade...
Nuvem fugaz
Momentaneamente feliz.
Perdão...
Livre arbítrio
Do coração...
Saudade...
Suspiro de bebê
Dormindo.
Sono...
Olhos lânguidos
Sonambulandançando
Canções de ninar
Céu...
Nuvens aglomerando-se
Arco-íris passando
Sol...
Varal gema de ovo
Clara branco lençol
Beijo...
Carícias carnudas salivando
Desejos entre dentes.
Amigos...
Aves em bando
Fretando o mesmo voo.
Companheirismo...
Cumplicidade nas entrelinhas.
Consciência...
Moral que o espírito
Delata no olhar.
Roubo...
Mãos da dignidade
Maculada.
Malandragem...
Preguiça dando trabalho
No feriado.
Paixão..
Missão desviada do amor
Nuvem de fumaça vem e passa.
Pensamento...
Imagens se diluindo
A retina passando a limpo.
Rima...
Poesia rima com alma?
Sim?! Não?!
Calma! Ela salva!!!
Paz...
Consciência essencialmente
Límpida.
Amor...
Afeição de almas
Sensitivas.
Esperança...
Sábia virtude
Utópicamente acessível.
Felicidade...
Nuvem fugaz
Momentaneamente feliz.
Perdão...
Livre arbítrio
Do coração...
Saudade...
Suspiro de bebê
Dormindo.
Sono...
Olhos lânguidos
Sonambulandançando
Canções de ninar
Céu...
Nuvens aglomerando-se
Arco-íris passando
Sol...
Varal gema de ovo
Clara branco lençol
Beijo...
Carícias carnudas salivando
Desejos entre dentes.
Amigos...
Aves em bando
Fretando o mesmo voo.
Companheirismo...
Cumplicidade nas entrelinhas.
Consciência...
Moral que o espírito
Delata no olhar.
Roubo...
Mãos da dignidade
Maculada.
Malandragem...
Preguiça dando trabalho
No feriado.
Paixão..
Missão desviada do amor
Nuvem de fumaça vem e passa.
Pensamento...
Imagens se diluindo
A retina passando a limpo.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
IRONIZANDO
por Delma Gonçalves
- Ajeite o cabelo num black power, anos 60, tipo Toni Tornado e vá por aí, entoando um hip-hop ou até aquele velho sambinha, lá do morro. E pelas esquinas e ladeiras na maior naturalidade faça tresloucados gestos, coisas que até Deus duvida. Mas, faça tudo com categoria que ninguém vai te barrar…
- Sente no banco do onibus e se acomode espalhando aquela gordurinha, ocupando grande parte do espaço, como se fosse o sofá de sua casa. Todos é obvio vão te olhar com ar de ternura…
- Se colocares aquele salto bem alto para ir para a balada, desconfie daqueles que com um tapinha no ombro, te pede licença e tira tua amiga prá dançar, aquele mulherão de 1.70m, que veio de sandália rasteirinha, prá festa.
RITUAL
por Delma Gonçalves
Quando saíste batendo a porta
Quando saíste batendo a porta
Saudade e tristeza
Num ritual bateram palmas
Ficando em mim
Brilhos d'água na retina da alma.
VERSOS
A sede de fazer poesias
Pra falar dos meus desencantos
Matou só as rimas dos meus prantos
Agora bebo apenas gotas
De versos brancos!
MUSICALIZEI NA AGENDA PARA O DIA SEGUINTE:
por Delma Gonçalves
O ritmo do poema
E na corda bamba – descansa...
Em banho-maria
Nas entrelinhas de versos em mim
Modo apaixonar
Amanhã…
Ele é hip hop
Serena reza
De olhar nascido
Depois de amanhã…
Bolero de Gardel
Num compasso de salsa no céu
Fragmentado alimento consumido:
Doses homeopáticas - em borboletas
Maracas em volúpias
A dançar no embrião de pensamentos eu
Violinizando tu
Irrompendo fagulhadas sonoras
De sentimentos nós!
NÉCTAR DOS DEUSES
FAVOS DE MEL
por Delma Gonçalves
São dois olhos de lince…
A espera de carícias
A espera de bocas famintas
A alimentar o mundo cruel.
São duas caras de lua… Abajures, faróis
Belezas seminuas, estáticos, enigmáticos…
Frutos maduros…
Cabem na palma da mão
São duas carnes morenas
Prazerosas mordidas
Mavioso deleite…
Néctar dos deuses
Favos de mel
Meus seios, são lanças!
Apontam poesias no cio
Fincam palavras, arrepios…
Saídas dos bicos!
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